Da cama p'ro banho, do banho
P'rá sala
O sono persiste, o sol já não
Tarda
A vida insiste em servir um velho
Ritual
Que sempre serve a tantos outros
O mesmo pão comido aos poucos
Se senta e abre o jornal
Tudo parece normal
Um dia a menos, um crime a mais
No fundo no fundo no fundo tanto
Faz
Já é hora de vestir o velho paletó
Surrado
E caminhar sobre o caminho pisado
Que conduz rumo à batalha que
Inicia a cada dia
Conseguir um lugar p'rá sentar e
Sonhar na lotação
E é tudo igual, igual, igual...
No fim dos dias úteis há os dias
Inúteis
Que não bastam p'rá lembrar ou
P'rá esquecer de quem se é
O ar pesado nesse bairro pesado em
Plena barra pesada
A mão pesada vem oferecer
E conta os trocados contando
Vantagem
E toma uma bola, começa a viagem
E enquanto não chegar a velha
Hora
Que inicia cada dia
Em várias partes da cidade, por
Lazer ou rebeldia
A mão pesada se abrirá
Oferecendo a garantia barata de
Que tudo vai mudar
E é tudo igual, igual, igual...
Caminho pisado - Os Paralamas do Sucesso
me sinto bem o.o'
recarregado, pelo menos >3
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Os macacos

Phil sentou-se na calçada e respirou fundo. Em algum lugar de seus pensamentos estava o medo de olhar para o céu.
O céu faz Phil se sentir errado e arrependido. É como se fosse obrigado a aceitar que aquilo que pairava azul sobre sua cabeça jamais seria alcançado. E não importa quantos passos ele dá em um dia, nada vai tirar o céu lá de cima.
Mas como essa luta era sempre inútil, Phil se pegou contemplando o céu, sereno e límpido. A nostalgia encheu seus pulmões e as lembranças flutuavam em volta de sua cabeça, afáveis ou não.
Assim como o céu elas estavam ali para que ele se lembra-se de que ele existe. Maior ou menor que o céu. E assim o tempo transcorreu, enquanto Phil apenas deixava-se levar pelos pensamentos enquanto contemplava sua per engessada.
- Quanto tempo leva para tirar essa porra de gesso?
Seguro à isso Phil se apoiou na muleta e levantou. Tinha um moicano pra levantar e um mundo pra chutar.
É claro... com a outra perna.
domingo, 3 de agosto de 2008
O Inverno e o Tempo Ruim
"Eu me despeço de todos vocês
Muitos aqui não verei outra vez
Fora o inverno e o tempo ruim,
Eu não sei o que espera por mim
Mas pouco importa o que venha a ser
Se eu tiver um dia a quem dizer
Quero que a estrada venha sempre até você
E que o vento esteja sempre a seu favor
Quero que haja sempre uma cerveja em sua mão
E que esteja a seu lado seu grande amor"
Talvez tenha dado tudo certo...
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